2009/04/27

Ai o meu canário

Já passou algum tempo mas continuo a pensar da mesma forma... na Loja do Cidadão de Faro foi proibido (tipo regulamento interno) usar saias muito curtas, camisolas decotadas, gangas, saltos altos, roupa interior escura, perfumes agressivos e sapatilhas.
O que foram fazer, pára tudo que temos aqui um problema gravíssimo.
Mas qual é o problema de haver regras?
Não querem?
Não aceitam trabalhar lá.
Apesar de achar uma ou outra regra um pouco exageradas, principalmente a proibição das calças de ganga, não vejo porque seja um problema, aliás, o verdadeiro problema é precisamente a ausências de regras.
Por exemplo eu, funcionário da Loja do Cidadão de Faro, como não estamos na Escócia e aqui por tradição os homens não usam saias ou mini-saias levaria vestido uns calções curtinhos para o meu trabalho... seria aceitável?
Ou um decote?
Pois foi, brinquei com o assunto que até estava sério, não devia mas brinquei.
Muito bem, outro exemplo, uma professora, boazona ou nem por isso, deverá levar um bom (leia-se grande) decote e porque não uma camisa branquinha assim para o transparente e um soutien bem colorido para as aulas?
Mas vamos para os homens professores, podem usar saltos altos?
Está escrito ou não que não podem?
Qual é o problema de haver regras?

O novo cartaz do PSD leva-me a duvidar:

- olhando assim de repente a imagem de fundo (escrevi de fundo e não defunto) lembra-me um quadro de giz, quererão Manuela Ferreira Leite e o PSD piscar o olho aos professores que ao que parece andam descontentes?
- ainda não percebi bem se será este o cartaz para as eleições europeias;
sendo a líder do PSD uma economista poderá muito bem ser um cartaz único, servirá para as eleições europeias e para as eleições legislativas, poupa assim alguns euros e também poupa os portugueses de terem que levar com Paulo Rangel também em outdoors.
- "Política de Verdade"
ainda existe ou alguma vez existiu?
já sei... já sei... se não estás contente faz por isso mas quem me define política de verdade s.f.f.?
- também não deu para perceber se o cartaz foi mal colado ou se serão mesmo rugas.
a piada não é original mas não resisti.

2009/04/24

Blog de Escuta #17

Natalie Merchant é/tem uma das minhas vozes favoritas, esteve mais de uma década com os 10.000 Maniacs e sai para uma carreira solo da melhor maneira com este Carnival.
Destaco também o trabalho notável do guitarrista neste mesmo tema mas na versão de estúdio gravada no álbum, nesta versão ao vivo a prestação não é tão brilhante ficando muito distante do feeling e da subtileza da referida versão de estúdio.
Fica o desejo de estar ocasionalmente em N.Y.C. e entrar num daqueles clubes de jazz famosos e por felicidade estar esta senhora em palco.
interprete: Natalie Merchant tema: Carnival álbum: Tigerlily ano: 1995

2009/04/19

Blog de Escuta #16

Se fosse correcto escrever que cada pessoa terá o álbum da sua vida, fazendo de conta que pequenas coisas banais como um simples disco pudessem ter importância capital na nossa existência, elegia o The Wall dos Pink Floyd ligeiramente à frente do Misplaced Childwood dos Marillion.
Tinha 7 anos quando saiu (1979) e nesta altura quase não tinha acesso a este tipo de música em virtude da própria idade, digamos que tinha um gira-discos meuzinho da Silva mas ouvia o que havia lá em casa, nem tão-pouco tinha muito interesse por este tipo de música.
10 anos mais tarde consigo o dinheirito para comprar o famoso The Wall, era caro um álbum duplo se bem me lembro uns dois contos e tal, e tive finalmente acesso ainda que com uma década de atraso a uma verdadeira maravilha da música (claro que durante este intervalo de tempo fui ouvindo algumas das músicas na rádio, TV ou em cassetes de amigos, conhecia-as mas não as podia ouvir quando queria).

Este tema teve o condão de me fazer sonhar que um dia teria uma banda e que a guitarra seria o meu instrumento... e consegui.

Guardo nas minhas boas memórias o esforço monetário que eu e a Soraia fizemos para que o concerto de Alvalade em 1994 fizesse parte integrante do programa das nossas 1ªs férias... e conseguimos.
O álbum da minha vida e o solo de guitarra da minha vida aqui:
banda: Pink Floyd tema: Confortably Numb álbum: The Wall ano: 1979
p.s. este vídeo foi gravado no concerto Live 8 (2005) marcado pelo regresso pontual e apenas para este fim de Roger Waters aos Pink Floyd desde a sua pouco pacífica saída em 1985.

2009/04/14

O Segredo

Sempre nutri alguma desconfiança dos elementos do sexo masculino que trabalhassem em lojas de pronto-a-vestir e salões de cabeleireiro femininos, especialmente se estes fossem os respectivos proprietários, não me refiro aos proprietários que investiram nessas dignas actividades com as respectivas esposas, isto é, os apenas sócios capitalistas mas sim aos que sempre sonharam com isso. Pensava… que motivação terá um macho em abrir um salão de cabeleireiro feminino ou um pronto-a-vestir? … “ai essas calças assentam-lhe muito bem… não sei realça-lhe as ancas”... e aí ficava eu tipo aqueles carrinhos a pilhas que vão contra as paredes e andam para trás e voltam novamente contra as paredes. Apesar da introdução ser provocadora e poder merecer os mais ácidos comentários não vejam nestas observações apenas profunda estupidez minha ou preconceito mas sim uma reflexão acerca do assunto num contexto temporal compreendido entre a 2ª metade da década de 70 e a primeira metade da década de 90, não entro noutras épocas anteriores porque não as vivi e não sigo mais para a frente porque creio não ser tão evidente dado a evolução do nosso Portugal. A muito obrigou a sociedade portuguesa (não só a nossa) aos desde sempre homossexuais, casavam-se para poderem viver o seu “segredo” pelo menos de uma maneira mais tranquila e certamente procuravam as profissões que melhor os aproximassem da sua felicidade. Viviam respeitosamente. Há uns dias soube do falecimento de uma dessas pessoas misteriosas, O Sr. S. tinha um salão de cabeleireiros que a minha avó frequentava, Sr. de uma simpatia invejável e o qual não poderei nunca esquecer do facto deste nunca ignorar-me… cumprimentava-me sempre apesar dos meus 4 ou 5 anos de idade… a mim e a todos, além disso permitia que a minha avó (doméstica) pudesse vender os seus bolos caseiros que só as avós sabem fazer no seu salão e com isso pudesse também ela contribuir monetariamente para o orçamento familiar. Dei por mim a reflectir sobre o que essas pessoas terão sofrido, o que tiveram que ouvir, e que de facto eram forçados a ocultar as suas orientações, quem as pode condenar?
Neste momento e no contexto actual, com as liberdades entretanto conquistadas, com a evolução das mentalidades, tenho ainda assim alguma dificuldade em saber se continua ou não a ser uma minoria corajosa a assumir e que a única diferença reside no facto de já não terem que casar no resto continuam na mesma opressão.

Páscoa, morte e ressurreição de Cristo para uns, 3 ou 4 dias sem trabalhar para outros, vendas um pouco mais animadas para... os outros.
Não estarei muito errado se disser ou escrever que mesmo para os não crentes na religião católica quer a Páscoa quer o Natal poderão ser encarados como sinónimos ou símbolos de paz.
Certo?
Num dos inúmeros ovos de chocolate que as minhas filhas receberam, todos com brinde dentro claro está (no meu tempo não havia brinde... e ora aqui está um case study para o marketing... a Kinder alterou o conceito de ovo... ovo que é ovo tem que ter brinde) sai esta maravilha de brinde...
"Papá o que é isto?"
"É um tanque de guerra filha."
"O que é um tanque de guerra?"
"É uma espécie de automóvel muito grande mas que destroi tudo o que lhe aparece à frente... uma máquina destruidora."
"Huhh.. não gosto... queres ficar com ele ou deito fora?"
"Deita fora."

2009/04/08

Férias

Será possível uma família composta por 2 adultos e 2 crianças estarem mais de uma semana de férias (9 dias) e gastarem menos de 47.00€?
É possível.
Com jeitinho gastaríamos ainda menos que isso... curiosamente estamos todos de perfeita saúdinha e felizes, claro que saberíamos onde gastar nesse mesmo período 100 vezes mais o que certamente faria com que as férias fossem mais divertidas mas é melhor assim.
É/foi melhor assim porque não gastámos o que temos e especialmente não gastámos o que ainda não temos, na prática ajudámos a agudizar a crise ao não consumir mas o que querem?
Esta tendência é para continuar por tempo indeterminado sem prejuízo de umas cervejinhas, tremoços e amendoins para familiares e amigos nos finais de tarde solarengos que se avizinham numa esplanada bem perto de vós... só há um probleminha... as 20h tenho uma consulta.

-Lázaro. - Qué que foi? - Levanta-te Lázaro. - Deixa-me estar. - Não sejas lazarento... Lázaro. - Oh hum... agora não posso... estou a ouvir música no mp3 que me deram no meu aniversário. - Levanta-te e vai mas é escrever qualquer coisa no blog.

Há muitos anos que não entrava no ninho do dragão e sustentado na tese de que apoiar a Selecção Nacional não se compadece com a clubite e preconceito futebolístico lá fui eu ontem ao novo estádio do FCP. Os Santos foram à bola. Antes do jogo comemos uns hambúrgueres e bebemos umas cervejas, bom… o meu irmão Tonas bebeu outra coisa qualquer, diz que não gosta, tem a mania, sempre foi assim, se estão todos a beber cerveja ele bebe outra coisa, é do contra mas é da Selecção. Sempre gostei do estádio do FCP é mesmo dos mais bonitos, ficámos na bancada central mas lá em cima e pela altura fez-me lembrar o 3º anel da antiga Luz o que nos deu alguns problemas visuais para identificar os “nossos”. O primeiro identificado foi o Bruno Alves os restantes foi mais difícil (muito mesmo). Dizem os especialistas que foi um grande jogo o que nos faz aos 3 perguntar se vimos a mesma jogatana, achei pouco convicta a vontade de querer ganhar, faz-me lembrar o futebol do meu glorioso… bons jogadores… mas sem chama. Gosto do meu conterrâneo (Queiroz) por 2 ou 3 grandes motivos, porque é Moçambicano, porque ganhou aqueles Mundiais de 1989 e 1991 e porque acho que tem lá tudo o que de futebol deve um técnico ter… só falta o resto. O resto é aquela coisa de mobilizar massas, não cativa os seus jogadores nem os adeptos e depois ou tem muito azar ou procura-o em demasia, ou então são as 2 coisas juntas. Queiroz procurou o azar: 1º porque o único “ponta-de-lança” disponível e que verdadeiramente marca golos não foi convocado (Nuno Gomes); 2º porque o Cristiano tem que marcar sempre todos os livres (e não foram poucos), ele não marca mal mas há quem marque muito melhor só que não podem porque o Cristiano é o melhor do mundo, para mim nos livres o CR7 seria a 4ª opção… 1º Simão, 2º Bruno Alves, 3º Deco, 4º Cristiano; 3º porque o Dani não é jogador de selecção; 4º porque o Hugo Almeida apesar de ter aprendido a jogar à bola com o meu amigo André também não é jogador de selecção; Queiroz teve azar: 1º porque o Bosingwa (dos melhores) aleijou-se; 2º porque sem o Deco não há outro à altura; 3º porque o Tiago só começou a jogar quando viu o Deco a aquecer; 4º porque o Simão não está bem; 5º porque o Meireles não esteve bem; 6º porque o Cristiano só é mesmo bom quando a sua equipa está bem, é especialmente por isso que também eu sou da opinião que jogador é o Messi; De tudo o que vi ontem e das adaptações feitas pelo nosso seleccionador o que verdadeiramente gostei foi do Pepe, está visto que temos para além de um central de nível mundial um possível trinco e com uma pintarola do caraças… a selecção do Brasil perdeu um dos melhores do mundo e nós não vamos ao Mundial.

2009/03/19

Blog de Escuta #15

Dedicada ao meu pai de quem eu tenho muito orgulho em ser filho. interprete: Démis Roussos tema: My Friend the Wind álbum: Forever and Ever ano: 1973

2009/03/16

Homem na lua?

Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins, tripulantes da nave Columbia (missão Apollo 11) descolaram da terra a 16 de Julho de 1969 tendo aterrado na lua a 20 de Julho do mesmo ano no local designado por Mar da Tranquilidade.

Para quem eventualmente gosta de questionar esta matéria observando 2 ou 3 fotos convido os leitores a uma visita muito rápida aqui.

Será?

2009/03/11

Tempos modernos

Mudam-se os tempos… Numa conversa domingueira com o meu irmão, nosso companheiro de blog, dizia ele estar farto dos dias de qualquer coisa… “estou farto do dia dos namorados, do dia da mulher, ir jantar nesses dias é impossível, é a confusão total” opinião esta que imediatamente teve a minha concordância.
De facto é um horror sair para jantar num dia como o dos namorados ou outro do género, é um verdadeiro teste à nossa paciência, são as filas, o mau e insuficiente atendimento e o que deveria ser agradável torna-se num pesadelo.
E agora a talvez polémica… Todos os meus amigos sabem que sou um chato do caraças relativamente aos “jantares de mulheres”… lembro-me sempre dos livrinhos da turma da Mónica onde à entrada há um cartaz “menino não entra”… sou um chato porque não consigo perceber a necessidade desses jantares como também não consigo perceber o cenário inverso. Também sei que não sou o único a ter esta opinião mas como nos tempos modernos não é politicamente correcto afirmá-lo a grande maioria fica em silêncio e como não faço parte do grupo dos que para quem os jantares de mulheres são a solução para uma noite de sossego sem a “chata” lá em casa fico um pouco isolado e com a ténue sensação de que não tenho as costas quentes. Claro que, por ter esta opinião, já fui bombardeado com tudo e o tudo é… és um machista… és um inseguro… és um retrógrado… devias procurar ajuda profissional… tudo isto e talvez muito mais. Como no fim-de-semana passado tivemos o Dia da Mulher e os inevitáveis jantares onde “homem não entra” tive conhecimento (é verdade só agora tive conhecimento) que já há programas organizados especialmente para a ocasião e para o pós-jantar em discotecas da região onde poderiam, para além do pezinho de dança, assistir a um fantástico show de strip masculino.
Os tempos mudam realmente, já vivemos exclusivamente o tempo em que as mulheres ficavam em casa e os homens… os homens lá iam eles para as boites e casas de alterne… e as coitadas tinham que se conformar com a triste vidinha por dependência, por vergonha, por religião, porque sempre foi assim. Esta também triste realidade ainda existe e creio eu com particular relevância no interior do nosso Portugal. Não me considero um pregador de virtudes nem um puritano e também não vou afirmar que nunca assisti a show de strip, já assisti... melhor... a bem dizer quem protagonizou o show até fui eu (um triste show certamente) mas também não me obriguem a ter que aceitar sob a capa dos tempos modernos com alegria ou indiferença. Então o que me espera?
Novas independências para repetição de velhos erros?

2009/03/09

Pela sua saúdinha

Há uns anos aprendi, por experiência própria, que devemos comprar um carro tendo sempre por base na decisão de compra também o facto de que um dia possamos/devemos ter que o vender.
Não basta ser seguro, ser giro aos nossos olhos, fiável, qualidade de construção, etc, etc, é necessário ser um modelo vendável, os meus mais próximos sabem bem que tive um Colt e que não consegui vendê-lo, o incrível é que nem faziam uma proposta simplesmente não o queriam. Decidi por isso que daquela data em diante quando comprasse carro teria que ser um dos que se vendia sem problemas, hoje volto à primeira forma… a comprar carro volto a comprar dos que não se vendem mais. Carjacking é a razão. Agora foi em Vila Nova de Gaia que um VW Golf e um Range Rover foram “arrancados” das mãos dos legítimos proprietários que ainda foram presenteados com tiros de metralhadora! Pela sua saúdinha quando comprar carro escolha um modelo pouco atractivo e de difícil venda!

O meNino Vieira foi abatido ao stock e é mais um líder africano que morre por isto ou por aquilo… que é como quem diz… morre depois de levar com umas catanadas na cabeça e nos membros seguido de uns tiros de G3 ou de AK47 mais conhecida por Kalashnikov (já li as 2 versões).

Ora aqui está uma sondagem: Se acha que N.V. devia ter sido morto com rajadas de G3 prima a tecla X (CAPS LOCK p.f.); Se acha que N.V. devia ter sido morto com rajadas de Kalashnikov prima a tecla Y (CAPS LOCK p.f.);

Como diria o meu irmão António “a questão não é essa é outra completamente diferente”, porquê matar o presidente se a Guiné nem dinheiro tem para um novo acto eleitoral? E África que bem podia ser a oportunidade continua a ser a dúvida.

2009/02/28

Blog de Escuta #14

banda: Fleetwood Mac tema: Seven Wonders álbum: Tango in the Night ano: 1987

A minha relação com os cães foi sempre intensa apesar de nunca ter sido um daqueles “donos” obcecados com o(a) “menino(a)”. A minha aventura com estes adoráveis bichinhos começa por volta dos meus 5 anos. Nessa altura morava com os meus avós em Anadia, num belo dia o meu avô ensina-me a dominar um cão, “se algum te atacar tentas agarrar com força no focinho para evitar que te morda”. Confiante fui ao talho com a minha avó e lá estava a primeira vítima, tinha então um problema para resolver… o cão devia atacar-me… devo ter feito alguma porque após as tradicionais festinhas o Pincher (todos sabemos que estes cães são lixados) tenta abocanhar-me… mas eu tinha uma nova técnica e com a minha mãozinha de 5 anos aperto-lhe o quase inexistente focinho... depois fui para o hospital levar uma bácina na dúvida se a valente mordedela nos dedos traria problemas ou não. Foi o primeiro cão da minha vida. O segundo já lhe conheci o nome na vez dos dentes, o Malhado, também em Anadia este rafeiro era alimentado com os habituais restos lá de casa, o Malhado ia diariamente com a minha avó buscar-me ao colégio das freiras, diz-me ela que às vezes o cão não a acompanhava até ao colégio… já lá estava à espera… na hora habitual… depois regressávamos os três até casa. Alguns anos depois os meus pais regressam de Moçambique e com eles uma Chiwawa branquinha chamada Bubu que tinha uns olhos que mais pareciam papa-mundos*, era já velhinha e nunca foi muito à bola com a minha pessoa pois era habitual ver-lhe os dentes... sem nunca por a mãozinha. O 4º cão, o Pluto, é talvez o mais intenso da minha vida, tudo começa pela escolha do nome um belo episódio de família em que o meu pai resolve acabar com todas as restantes hipóteses (sinceramente não me lembro quais as restantes) com um… “acabou-se vai chamar-se Pluto”… adorámos.
O Pluto foi o companheiro das aventuras de criança e ia para todo o lado connosco, às vezes até era incómodo pois queríamos ir para a escola e lá vinha ele atrás… éramos forçados a despistá-lo… subíamos um muro alto que dava para outra estrada e lá ficava ele impotente a olhar… dávamos a volta e já na mesma rua mas mais à frente espreitávamos com muito cuidado e lá estava ele sentado e frustrado continuando a olhar para referido muro.
Uma história que o meu pai conta é a de um cliente habitual do nosso café que trazia-lhe sempre comida (tipo restos de torresmos… de presunto), esse Sr. adoeceu gravemente e já na fase terminal foi internado no hospital de V.F.X., o meu pai e outros amigos foram visitá-lo e adivinhem quem apareceu no quarto do hospital… o Pluto… foi visitá-lo também e claro foi a choradeira geral entre homens amigos.
Teve uma morte estúpida, enforcado, de noite ficava preso com uma trela comprida e dessa vez por algum motivo subiu ao muro que não imaginávamos que conseguisse e caiu para o outro lado… soubemos na manhã seguinte. O segundo cão mais famoso do bairro do Bom-Retiro era o Colhão Malhado digamos que era o David Bowie dos cães só que na vez de ter um olho de cada cor tinha 2 sacos de batatas de cada cor agarrados ao pénis, numa brincadeira estúpida de Carnaval colocaram-lhe uma bombinha no rabo e acenderam… não sei qual foi o estúpido resultado mas fico por aqui. Anos mais tarde e já em Aveiro aparece-me na minha vida o Baltasar um pastor alemão da Soraia e posteriormente a Cocas, uma caniche branquinha das pequenas que por algum motivo gostava mais dos pés do meu irmão Nuno do que de mim. Já mais recentemente os nossos Bóris que a primeira coisa que fez foi uma diarreia de 10lts no meu carro que 8 anos depois ainda me lembro do odor, o Lord e a Luna e agora a nova estrela o Balu.
Estes estão todos vivinhos da Silva pelo que não há lugar a retrospectivas. * Os papa-mundos para quem não sabe são uns berlindes mas não os berlindes de tamanho normal são aqueles grandalhões quase do tamanho das bolas de ping-pong. Há também um tal Sushi que não é mais do que o substituto da Cocas e que reservo-lhe apenas esta mísera nota de rodapé porque já me cravou os dentes na minha mãozinha… és um palerma oh… Sushi!?
Sushi? Eu nem gosto de sushi.

Há anos que tenho como página de entrada na net o Sapo e hoje surpreendentemente, quando olhei para o canto superior esquerdo do portal, vi a bandeira de Moçambique.
Foi criado o Sapo Moçambique!
Para os que como eu têm uma relação especial com África e em particular com este país aqui vai http://www.sapo.mz/.

Alguém sabe quem é Muntazer al-Zaid? Acertaram, é esse mesmo, é o jornalista iraquiano que tentou acertar com os sapatos no ex-presidente W. Bush, o cavalheiro começou agora a ser julgado e arrisca-se a “levar” com 15 anos de cadeia. Isso mesmo… 15 anos de cadeia... é que no Iraque a falta de pontaria paga-se caro. “Queres ter liberdade? Queres? Então p’rá próxima acerta ò zarolho”

Tenho um amigo que se indigna com a teoria da conspiração gratuita venha de quem venha, venha de onde venha, compreendo-lhe perfeitamente o ponto de vista quando a mesma é utilizada sob a forma de defesa fácil e muitas vezes cobarde para desculpar alguma inércia própria. É fácil usar a teoria da conspiração, é cómoda, é chique porque pode dar-nos aquela onda “epá o gajo é inteligente”, de facto é mais um dos defeitos do português, é mais um dos meus defeitos… e uma das minhas virtudes. Adoro teorias da conspiração! Mark Twain escreveu “Primeiro, informe-se dos factos; depois, pode distorcê-los quanto quiser”… na falta de informação ou se possível na falta de pesquisa acerca dos factos podemos sempre utilizar cobardemente ou por puro prazer a teoria da conspiração. É lindo, é uma das coisas que a democracia nos dá, a liberdade de o poder fazer e quase sempre sem consequências negativas para nós próprios.
A mesma democracia que também me dá o direito de ter que aceitar que o preço atribuído ao m2 para avaliação do valor patrimonial das casas para efeitos de I.M.I. seja especulativo, refiro-me apenas ao valor do m2 da habitação própria permanente (a minha única casa). Se eu não consigo obter informação pelos meus meios para poder ser conhecedor dos factos, se a pessoa visada vitima da tão falada cabala não me esclarece, se a mesma pessoa visada utiliza a teoria da conspiração para justificar os ataques que sofre… talvez eu também possa “comer e calar” uma vez mais ou disparatar aqui no "meu" blogue. Esperem… não mudem já de página… não desliguem o vosso browser… eu ainda não acabei. Ontem o camionista português que atropelou e matou 6 pessoas em Inglaterra foi condenado, os nossos aliados ingleses demoraram 4 meses a por cá para fora o veredicto. 4 meses foi o suficiente para julgar um caso com 6 pessoas mortas, não era um caso qualquer. Comigo a justiça portuguesa levou 5 anos a julgar um acidente onde apenas houve danos materiais no meu carro e cuja seguradora “pulou fora” na hora das responsabilidades. A quem convém isto? Teoria da conspiração? Pode ser… é fácil… é chique! E o governador do Banco de Portugal, falhou na supervisão do BPN? Falhou em mais algum? Todos dizem que sim, dizem que falhou mas o coitado mantém-se no cargo, porquê? Convém? Teoria da conspiração… BUUU… "ai que susto"!

O meu colega (hehehe) Peter Gabriel deu uma tampa à organização dos Óscares 2009, mais concretamente recusou actuar ao vivo na cerimónia de entrega das famosas estatuetas na qual está nomeado na categoria de melhor canção com o tema "Down to the Earth" incluída no filme Wall-E.
O colega Peter não concordou (e a meu ver muito bem) não com o facto de poder actuar ao vivo na cerimónia mas pela forma como teria que o fazer, seria obrigado a fazê-lo em apenas 65 segundos no formato medley. O medley neste caso é um conjunto de canções que com um perfeito arranjo musical funcionam como se fossem uma só.
Muito provavelmente todas as canções nomeadas teriam a possibilidade de se fazerem ouvir durante 65 segundos num medley como se uma só só se tratasse.
Ora um monstro sagrado da pop mundial não necessita de protagonismo, é precisamente o oposto, Peter Gabriel emprestaria credibilidade e com isso maior protagonismo à própria cerimónia, atribuir 65 segundos a este e aos restantes nomeados é reduzir a música a um lugar insignificante na referida cerimónia e para isso não está disponível.
Este Senhor é o mesmo que se juntou a causas humanitárias e muito em especial à luta contra o Apartheid.
Por isto e muito mais mereces um blog de escuta.

No âmbito das comemorações dos 150 anos da Associação Comercial de Aveiro foi elaborado um estudo para a reabilitação da principal avenida da cidade a Avenida Dr. Lourenço Peixinho.
Este estudo é da responsabilidade do gabinete de arquitectura Torre de Papel e os autores foram os arquitectos João Greno e César Costa.
Parece-me curiosa a proposta contudo seja esta ou outra a eleita é muito claro a todos os aveirenses que algo tem que ser feito e rapidamente a menos que queiramos uma avenida fantasma (o que a certas horas já parece ser).
A proposta contempla o alargamento dos passeios laterais e o estreitamento do passeio central, apenas uma faixa de rodagem com algum estacionamento e a proibição de virar à esquerda.
presente
futuro

presente

futuro

presente

futuro

2009/02/14

Sexta-feira 13

Dias de azar nos tempos que correm são todos, é desemprego, mais grave que isso são as fábricas a fechar e consequentemente mais desemprego, crise e mais crise, assaltos, violência, podia estar aqui até amanhã mas não me apetece.
Neste contexto o dia de ontem passou ao lado da maioria das pessoas, sexta-feira 13 dia de azar, nunca este dia nem qualquer outro em particular me aterrorizou mas com o cenário económico actual acredito que nem o ser mais permeável possa ter sentido qualquer ponta de medo.
Esta tradição já vem desde o século XII por culpa dos Templários, esta ordem criada (segunda a Verbo) em 1119 com o objectivo de evangelizar as terras infiéis em pouco tempo tornou-se poderosíssima quer em influência política quer em riqueza.
Criaram o primeiro sistema bancário, detinham terras, o poder era avassalador que Reis e Igreja começaram a temer a Ordem e a invejar as suas posses.
Sensivelmente 200 anos após a sua criação, em 1307, o Rei Francês Filipe IV "o Belo" profundamente endividado e na ânsia de apoderar-se da sua riqueza mandou prender todos os templários acusando-os de heresia queimando na fogueira os seus líderes.
Os corpos amarrados nas estacas arderam no dia 13 de Outubro de 1307 (uma sexta-feira).
A partir deste dia todas as sextas-feiras 13 eram temidas porque nem todos os templários foram queimados tendo alguns conseguido escapar e chegando inclusive a receber apoio de Reis como foi o caso do nosso D. Dinis.
Nasce a Ordem de Cristo.
mensagem original publicada a 14/02/2009 no http://queresumbocadodaminhapastilha.blogspot.com/