2009/06/15

Blog de Escuta #18

Pois este cavalheiro apareceu-nos do nada (em 1987) com uma excelente canção pop a dizer-nos que a vida é maravilhosa, Colin Vearncombe ficou conhecido entre nós apenas por Black e é mais um daqueles músicos "One Hit Wonder".

Se bem se lembram o rapaz cultivava um certo look anos 50 a fazer lembrar o actor Danny Kaye, seja qual for o look cantava e continua a cantar bem como poderemos comprovar nesta recente prestação acústica (agora mais velho deixou crescer o cabelo e aderiu à bandelete). O excelente vídeo original pode ser recordado aqui e bem que poderá valer ter lido este post até ao fim.

interprete: Black tema: Wonderful Life álbum: Wonderful Life ano: 1987

2009/06/10

Hitler? Charlot?

2009/06/05

AF447

O acidente do avião da Air France é tema sensível cá em casa pelos motivos que alguns de vós bem conhecem.
Desde a primeira hora que tudo neste acidente me intriga, sou muito permeável a estas coisas e confesso que até gosto de "perder" tempo a questionar as informações que vão chegando.
Se há informações que são de validar outras no mínimo deverão ser questionadas e já é tempo de percebermos todos que somos manipulados à séria, neste momento e se já não tinha grandes dúvidas quase desde a hora em que soube do desaparecimento agora tenho a certeza absoluta que não querem que a verdade se saiba.
É evidente que pode um avião desaparecer momentaneamente sem explicação aparente, o que não me parece nada razoável é que não seja possível encontrar logo nos primeiros instantes a seguir ao desaparecimento.
Há um vazio de informação sobre o trajecto do AF447 após a última comunicação, podia ter evitado a prevista tempestade rectificando a rota como fizeram outros mas dizem-nos que não o fez (todos os pilotos afirmam que é altamente improvável não rectificar a rota), o avião manda mensagens automáticas de emergência/danos e há satélite para que cheguem ao destino mas não há radar que cubra todo o trajecto nem há satélite que permita a localização imediata após o primeiro alerta.
Falam inicialmente de umas mensagens enviadas por passageiros tipo "amo-te" e "tenho medo" mas depois mais ninguém revela nada e neste momento é como que nem existisse essa especulação/hipótese.
Nunca numa suposta tragédia desta natureza houve um controlo tão eficaz dos familiares, não há grandes filmes, quase ninguém fala, tudo controladinho, é notável.
O Brasil já percebeu que está a ser usado e já começou a levantar a voz "A Air France e a Airbus têm muito a explicar", afinal os destroços encontrados não são do avião.
Seja qual for o real motivo... acidente... erro humano... terrorismo (normalmente os autores acenam as bandeirinhas "fomos nós")... falhas técnicas graves... avião abatido acidentalmente... avião abatido intencionalmente... para mim é claro... não querem que saibamos e quase que arriscaria a escrever que nunca verdadeiramente iremos saber.

Se me permitirem levo-vos até à Sexta-Feira passada, um dia abrasador onde chegámos a sentir uns 35º em Óbidos.
Depois de uma ginginha com elas em copo de chocolate bebida à pressa para o copo não derreter e de um almoço fresco e ligeiro (salada de frango) lá fomos continuando nesse 1º dia de comemorações dos nossos 11 anos de casamento.
"Este ano limita-te a ter a mala pronta para 2 noites, eu organizo tudo" disse-lhe com o meu melhor ar de machóméne.
Na verdade haveria de impor mais 2 condições "nada de prendinhas" e "nada de postalinhos", "se queres dar-me alguma coisa contento-me com a tua pessoa" (que tal esta hum?) e "se quiseres dizer-me alguma coisa dizes-me ao ouvido... não quero nada escrito".
Acho que nunca tinha sido tão autoritário na vida.
Rumo a Lisboa e ao Pavilhão Atlântico que se fazia tarde isto já depois de uma paragem técnica para ir dar um beijo à cunhada de Rio Maior, o programa prometia, há 3 semanas que tinha comprado os bilhetes para o concerto Here and Now Portugal 2009 com 6 estrelas da música pop dos anos 80.
Curiosity Killed the Cat, Nik Kershaw, ABC, Belinda Carlisle, Kim Wilde e o cromo do Rick Astley (esta foi a ordem do concerto).
As horas que eu gastei a ouvir esta gente quando era puto.
Já dentro do recinto quase vazio conseguimos ficar bem lá na frente nuns 3 passos atrás da grade que separa o povo do palco, assim daria para ver melhor.
Ainda bem que não estávamos num concerto dos Pearl Jam daqueles em que morrem pessoas esmagadas contra as grades.
O concerto começa com os Curiosity Killed the Cat, ou melhor, com o, porque dos originais só sobrou o vocalista.
E as meninas que não chegam.
Já a coisa estava estava a rolar com o Nik e eis que chegam... Paula, Nônô, Circe e Anabela.
Logo aí animou mais que a vedeta, quem não gostou muito foi a malta à volta que já juntinha tiveram que arranjar espaço para mais 4 divertidas mulheres.
Depois foi sempre a abanar o capacete.
Depois do Nik que era quem eu à partida pensaria que iria gostar mais entram os ABC que foi de longe quem mais gostei, tinham um saxofonista com um fantástico look nerd cool chic, dançava, tocava, apontava o dedo para o povo como quem diz "tá tudo meu? ok já falamos" e volta a tocar.
Depois... bom depois vem a Belinda.
A Soraia dizia que ela não tinha rabo mas meus amigos acreditem que tinha, com 50 anos tinha rabo e não só, faltou foi cantar um bocadinho melhor e ter tomado as cápsulas para a memória... então não é que a Sr.ª esqueceu-se de parte da letra do seu hit n.º1 que terá cantado milhares de vezes.
Amuou e saiu do palco a correr antes do fim da sua própria actuação, devia estar a faltar-lhe qualquer coisa.
INTERVALO
Sim intervalo, não sabiam que os concertos dos anos 80 tinham intervalo?
Eu também não, mas foi altamente deu para comer umas laranjas que as meninas levavam na mala... ainda olhei para dentro da mala da Anabela e deu para ver laranjas, bolachas, sandes de ovo mexido e um iogurte (não sei de que sabor).
Yahhh Kim Wilde.
Foi a loucura "back to Cambodiaaa aahh aahhh aahhh...", "were the kids in América... uohh... Everybody live for the music-go-round"
E para acabar em beleza... a seca da noite.
Eu nunca gramei o gajo... fizeram mal terminar com aquela melga melosa... depois da loucura... Senhoras e Senhores Rick Astley.
Yiakk quero o meu dinheiro de volta sff.

Nada disso... basta ver os sorrisos... como costuma dizer o meu querido irmão... "dei-te esta prenda que me custou os olhos da cara mas... tu mereces".

2009/06/04

O Pequeno Genial

2009/05/31

A Experiência

Depois de mais um fantástico almoço domingueiro em casa dos meus pais, no trajecto de regresso a casa, falávamos (os 2 votantes cá da casa) das eleições europeias. Rapidamente chegámos à conclusão que não confiamos nesta gente, é sempre a mesma coisa, ainda em Novembro/Dezembro resignava-me acerca do trabalho do Governo de Sócrates e elogiava o nosso Primeiro. Era melhor que os outros e os outros ou não existiam ou pouco ou nada faziam/fizeram. Depois também ele cai no mesmo, começou um pouco antes com a história da Licenciatura, depois o Freeport que não cheira nada bem com o Charles, o tio e o primo do Karaté, as Offshores e a escritura da casa da mãe que desaparece. O Sr. Primeiro até pode ser inocente mas até ele? Epá… políticos deste país… eu não confio em vós. Ando desiludido, Isaltinos, Rochas, Felgueiras, Judas, Valentins, Narcisos, Loureiros, Constâncios, Avelinos e agora até o Sócrates, tudo gente inocente. Não confio. Por causa disso e porque nunca votei em branco (ainda não consegui votar em branco) no Domingo vou votar num dos partidos pequenos. A Soraia saiu-se com esta “os Grandes não merecem” e eu concordei de imediato e aceito a sua ideia, não conheço os pequenos partidos nem vou dar-me ao trabalho de os conhecer, talvez pela cara, Laurinda Alves talvez, pode não prestar para nada mas vai ser assim o meu protesto. Faço isto como experiência, se fossem as Legislativas não sei se conseguiria votar assim mas entendo esta eleição como menos perigosa onde o meu eventual erro pode ser admissível e vai ser assim que vou votar. Serve de experiência.

Cada profissão tem as suas coisas boas e más sendo que no meu meio profissional, na parte que me toca directa e indirectamente, é realmente muito mau os danos colaterais que a falta de vendas provoca. É evidente que generalizo e é essa a minha intenção. Há os que no meu meio profissional reagem às adversidades de determinada maneira, há os que reagem de outra, há os que não reagem, etc. Depois vejo que existem outras profissões com os seus problemas e as suas especificidades e ganho novas forças para continuar com a minha, há uma muito mal amada por conveniência, que muito provavelmente se não tivesse vários/muitos amigos que a exercem cairia também eu no erro do criticar fácil e mesmo assim não estão livres disso. Refiro-me ao ser professor. Dou por mim a ler “Filho de Leonor Cipriano aterroriza escola de Porches”, ora Leonor Cipriano… Leonor Cipriano… ah é a tal mãe cuja filha desapareceu e que está morta e cujo corpo não aparece e que terá sido cortado aos bocadinhos eventualmente para servir de refeição de uns quantos porcos… só de filme. Ao que parece o menino de 10 anos anda com uma arma na mochila. Resposta formal (avanço já eu sacando do meu mais fantástico poder de adivinhação) “mantenham a calma que isto é um acto isolado”. É isso, um acto isolado, são também actos isolados a falta de respeito/educação na sala de aula, os telemóveis, os bonés, os chinelos, o barulho, a indiferença… yah méne tá na boa… estar na sala de aula ou na praia pode até ser a mesma coisa. Depois há também aquela coisa do “se há os professores que ainda assim conseguem ter resultados porque é que vós os outros professores também não conseguem”? Vamos lá então alterar o plano curricular de um aspirante a professor e inserir mais 2 ou 3 anos para: Preparação Psicológica Intensiva para o Exercício da Docência; Para a plena obtenção de habilitações que permitam saber trabalhar com detectores de metais; Para as disciplinas de Defesa Pessoal Aplicadas à Especificidade da Docência; Para optimizarem a colocação da voz sem problemas para as cordas vocais; Para saberem como desactivar com sucesso telemóveis e engenhos explosivos; Para que estejam habilitados a lidarem com outras etnias em especial para saberem lidar com pais, primos entre outros das outras etnias; Para que estejam habilitados a estacionar os respectivos automóveis em local seguro para os mesmos que poderá não ser o local mais seguro para os respectivos e legítimos proprietários desses mesmos automóveis. Aos meus amigos professores dou-vos uma ideia de graça, eu sou assim, um gajo muito porreiro, uma ideia que vale milhões, está na moda, escrevam um livro que venderá, venderá, venderá que podem ir à vossa vida “Como Ser Feliz Exercendo a Profissão de Professor”. Graças a Deus (desculpem os não crentes) que não sou professor, graças a Deus que ainda existem professores, graças a Deus que existem muitos professores no desemprego ou ocupados com tarefas que nada têm a ver com as suas habilitações pois pelo menos durante mais algum tempo haverá stock neste país. Mas quem é que no seu perfeito juízo quer ser professor? Mas alguma vez poderei eu influenciar as minhas filhas para que sejam professoras? Para quê? Para aturarem estas e outras merdas?

Ainda há gente muito corajosa, a partir desta data deixo de me queixar dos meus problemas profissionais em especial na frente de vós Professores.

Depois admiram-se que de vez em quando apareça um ou outro exemplar da docência que lhe “salta a tampa”. Vamos lá por ordem na casa se não for pedir muito.

Sábios, poetas, todos são unânimes, dizem eles iluminados que “não há amor como o primeiro”.
É mentira.
Há amor como o primeiro.
Acreditem.
Sou eu que o digo.
O olhar, as mãos, a boca, o cheiro, em tudo diferente da outra mas igualmente eterno o efeito que provoca em mim.
A voz, os beijos, o cabelo, a ternura, em tudo diferente da outra mas igualmente infinito e eterno o meu amor por ela.
Só penso em ti quando não penso nela.
Só penso em ti e só penso nela.
Hoje são 3 os aninhos do meu segundo amor.
Feliz Aniversário minha eterna Maria.

2009/05/15

Eh touro lindo 2

Segundo o Inimigo Público de ontem... "Os Verdes querem retirar animais selvagens das bandas desenhadas". Segundo o mesmo jornal e falando de outras "touradas"... "Ali Agca quer ser português e presidente do Sporting".

Já li e vi muita coisa sobre as touradas, debates acesos onde só faltou porrada para animar a malta, eu sou dos que defendo que a tourada faz parte da nossa tradição e que o espectáculo deve continuar sem discussão.
Talvez pelo facto de ter vivido uns anos em terras de touros me faça perceber um pouco melhor a tradição (mas nem vou por aqui) e o próprio espectáculo, compreendo até que para muitos possa ser dispensável e deplorável, daí até terminarem com o apoio camarário é algo que não aceito nada bem.
Faz parte da nossa identidade, a acabar será naturalmente quando deixar de ter interesse para as pessoas.
O que virá depois?
(com humanos)
"ai o boxe não porque magoa os narizes dos senhores"? (a partir de agora no pavilhão da Câmara não se dá murros por lei)
"ui o futebol não porque mata, lembram-se do Fehér, do Puerta, das pernas partidas"? (no estádio municipal não podem jogar futebol)
"as corridas de carros até mandaram o Senna para o céu"?
aqui até entram humanos que é mais trágico.
O Bloco de Esquerda é perito nestas coisas mas agora tem mesmo uma bota do tamanho de Itália para descalçar, estou ansioso para ver como.
Salvaterra de Magos é a única Câmara Municipal (neste momento) bloquista, gostava de saber o que vai fazer o Sr. Presidente.
Vai ser coerente com o discurso do seu partido acabando com o apoio às touradas em Salvaterra e muito provavelmente perde as eleições?
O Bloco, se não for retirado o apoio às touradas (atenção que o sol ou sombra chega antes das eleições), retira o apoio ao Sr. Presidente?
O Bloco terá eventualmente perdido uma ou outra Câmara nas redondezas nas próximas eleições?
Ou vai rapidamente arrancar os cartazes entretanto já colados, arrumar a viola no saco, e fingir que nada se passou?

2009/05/09

É preciso ter galo

Uma das vantagens da cidade capital de distrito onde vivo para além de bonita é que estamos a 5 minutos de tudo, 5 minutos do centro, 5 minutos do local de trabalho, 5 minutos da Junta, 5 minutos do infantário, etc.
Nos mesmos 5 minutos viramos da cidade para a aldeia, eu vivo na parte da aldeia da cidade.
Da janela do meu quarto vejo os pombos do meu vizinho, ouço os passarinhos pela manhã, na certa que haverá pelas redondezas pelo menos um porco e alguns coelhos porque mémés já os vi na primeira curva à direita.
Há também um galo aqui ao lado esquerdo da casa, um galo avariado, não só canta mal, bom ele até começa bem có có ró... mas acaba sempre com um tipo de voz de galo fumador com tosse de cão.
Até que aguentaria bem o galo não fosse o desacerto, o gajo tanto canta às 3 da tarde como às 3 da manhã (apanhei-te galo desgraçado numa insónia medonha que me deixou acordado até às 5).
Preciso de ajuda especializada para a seguinte pergunta que talvez seja mais fácil de responder que a do Medeiros Ferreira do post anterior:
Como é que se acerta os ponteiros de um galo?

2009/05/05

O amigo Vasco

Não me recordo bem qual a hora certa daquele programa, deveria ser por volta das seis da tarde, o que me recordo na perfeição era a ansiedade com que esperava pelo momento. O meu ensino primário caracterizou-se por duas fantásticas fases nas quais não consigo eleger qual a mais espectacular, a 1ª e 2ª classe feitas no ensino estatal e a 3ª e 4 ª classe feitas no ensino privado, esta recordação reporta-se apenas à primeira dessas duas fases… os anos lectivos de 78/79 e 79/80. Nos dois primeiros anos tinha aulas só no período da manhã sendo que à tarde fazia os deveres e brincava na rua (no bairro) com as outras crianças amigas/vizinhas tudo isto depois de consumidas as habituais 2 horas para comer as 100 gramas de almoço. É nesta fase que nasce o famoso “come João Paulo”. Era a época da Gabriela, do Caminho das Estrelas, do Espaço 1999, da Cornélia (a vaca), da Heidi, do Marco e também a época do tal programa chamado Cinema de Animação apresentado por Vasco Granja. Vasco Granja faleceu ontem aos 83 anos de idade mas na certa permanecerá por muito tempo na memória de grande parte dos leitores deste blogue. Como não consegui obter um vídeo do programa original aqui fica uma carinhosa brincadeira feita por Herman José com a participação especial de Vasco Granja gozando consigo próprio.

Faz hoje 15 anos que faleceu um dos melhores pilotos de F1 do mundo, assisti em directo ao trágico grande prémio de Imola nesse Domingo 1 de Maio de 1994.
Nesse fim-de-semana, que passei com a Soraia em Rio Maior, era grande a oferta desportiva, o Mundial de Futebol de 1994 nos EUA e o Grande Prémio de Imola prometiam prender-me ao televisor... até que... aquela curva Tamburello.
No regresso a casa, na recta da fábrica de celulose da Figueira da Foz, confirma-se o pior Ayrton Senna da Silva morria vítima dos ferimentos, apesar de não ser o meu piloto favorito era de facto brilhante.

Sim, estar sempre a malhar no senhor é muito chato, é a tal campanha negra.
Mas porquê malhar?
Ele até tem tanto estilo.
Então não é que segundo o semanário Sol e segundo Felícia Cabrita (sempre ela, essa marota que só descobre coisas que incomodam muita gente) os documentos que suportavam a escritura e que identificavam a empresa offshore que vendeu a casa à mãe do nosso primeiro desapareceram.
É ler aqui.
Terá sido a contra-campanha negra a fazer das suas?
Estou cá na dúvida se o meu papelinho com uma cruz lá mais para o final do ano também desaparecerá ou se ainda arranjam maneira de me expulsarem aqui do blogue dos meus amigos.
Teoria da conspiração... buu "ai que susto".

2009/04/27

Ai o meu canário

Já passou algum tempo mas continuo a pensar da mesma forma... na Loja do Cidadão de Faro foi proibido (tipo regulamento interno) usar saias muito curtas, camisolas decotadas, gangas, saltos altos, roupa interior escura, perfumes agressivos e sapatilhas.
O que foram fazer, pára tudo que temos aqui um problema gravíssimo.
Mas qual é o problema de haver regras?
Não querem?
Não aceitam trabalhar lá.
Apesar de achar uma ou outra regra um pouco exageradas, principalmente a proibição das calças de ganga, não vejo porque seja um problema, aliás, o verdadeiro problema é precisamente a ausências de regras.
Por exemplo eu, funcionário da Loja do Cidadão de Faro, como não estamos na Escócia e aqui por tradição os homens não usam saias ou mini-saias levaria vestido uns calções curtinhos para o meu trabalho... seria aceitável?
Ou um decote?
Pois foi, brinquei com o assunto que até estava sério, não devia mas brinquei.
Muito bem, outro exemplo, uma professora, boazona ou nem por isso, deverá levar um bom (leia-se grande) decote e porque não uma camisa branquinha assim para o transparente e um soutien bem colorido para as aulas?
Mas vamos para os homens professores, podem usar saltos altos?
Está escrito ou não que não podem?
Qual é o problema de haver regras?

O novo cartaz do PSD leva-me a duvidar:

- olhando assim de repente a imagem de fundo (escrevi de fundo e não defunto) lembra-me um quadro de giz, quererão Manuela Ferreira Leite e o PSD piscar o olho aos professores que ao que parece andam descontentes?
- ainda não percebi bem se será este o cartaz para as eleições europeias;
sendo a líder do PSD uma economista poderá muito bem ser um cartaz único, servirá para as eleições europeias e para as eleições legislativas, poupa assim alguns euros e também poupa os portugueses de terem que levar com Paulo Rangel também em outdoors.
- "Política de Verdade"
ainda existe ou alguma vez existiu?
já sei... já sei... se não estás contente faz por isso mas quem me define política de verdade s.f.f.?
- também não deu para perceber se o cartaz foi mal colado ou se serão mesmo rugas.
a piada não é original mas não resisti.

2009/04/24

Blog de Escuta #17

Natalie Merchant é/tem uma das minhas vozes favoritas, esteve mais de uma década com os 10.000 Maniacs e sai para uma carreira solo da melhor maneira com este Carnival.
Destaco também o trabalho notável do guitarrista neste mesmo tema mas na versão de estúdio gravada no álbum, nesta versão ao vivo a prestação não é tão brilhante ficando muito distante do feeling e da subtileza da referida versão de estúdio.
Fica o desejo de estar ocasionalmente em N.Y.C. e entrar num daqueles clubes de jazz famosos e por felicidade estar esta senhora em palco.
interprete: Natalie Merchant tema: Carnival álbum: Tigerlily ano: 1995

2009/04/19

Blog de Escuta #16

Se fosse correcto escrever que cada pessoa terá o álbum da sua vida, fazendo de conta que pequenas coisas banais como um simples disco pudessem ter importância capital na nossa existência, elegia o The Wall dos Pink Floyd ligeiramente à frente do Misplaced Childwood dos Marillion.
Tinha 7 anos quando saiu (1979) e nesta altura quase não tinha acesso a este tipo de música em virtude da própria idade, digamos que tinha um gira-discos meuzinho da Silva mas ouvia o que havia lá em casa, nem tão-pouco tinha muito interesse por este tipo de música.
10 anos mais tarde consigo o dinheirito para comprar o famoso The Wall, era caro um álbum duplo se bem me lembro uns dois contos e tal, e tive finalmente acesso ainda que com uma década de atraso a uma verdadeira maravilha da música (claro que durante este intervalo de tempo fui ouvindo algumas das músicas na rádio, TV ou em cassetes de amigos, conhecia-as mas não as podia ouvir quando queria).

Este tema teve o condão de me fazer sonhar que um dia teria uma banda e que a guitarra seria o meu instrumento... e consegui.

Guardo nas minhas boas memórias o esforço monetário que eu e a Soraia fizemos para que o concerto de Alvalade em 1994 fizesse parte integrante do programa das nossas 1ªs férias... e conseguimos.
O álbum da minha vida e o solo de guitarra da minha vida aqui:
banda: Pink Floyd tema: Confortably Numb álbum: The Wall ano: 1979
p.s. este vídeo foi gravado no concerto Live 8 (2005) marcado pelo regresso pontual e apenas para este fim de Roger Waters aos Pink Floyd desde a sua pouco pacífica saída em 1985.

2009/04/14

O Segredo

Sempre nutri alguma desconfiança dos elementos do sexo masculino que trabalhassem em lojas de pronto-a-vestir e salões de cabeleireiro femininos, especialmente se estes fossem os respectivos proprietários, não me refiro aos proprietários que investiram nessas dignas actividades com as respectivas esposas, isto é, os apenas sócios capitalistas mas sim aos que sempre sonharam com isso. Pensava… que motivação terá um macho em abrir um salão de cabeleireiro feminino ou um pronto-a-vestir? … “ai essas calças assentam-lhe muito bem… não sei realça-lhe as ancas”... e aí ficava eu tipo aqueles carrinhos a pilhas que vão contra as paredes e andam para trás e voltam novamente contra as paredes. Apesar da introdução ser provocadora e poder merecer os mais ácidos comentários não vejam nestas observações apenas profunda estupidez minha ou preconceito mas sim uma reflexão acerca do assunto num contexto temporal compreendido entre a 2ª metade da década de 70 e a primeira metade da década de 90, não entro noutras épocas anteriores porque não as vivi e não sigo mais para a frente porque creio não ser tão evidente dado a evolução do nosso Portugal. A muito obrigou a sociedade portuguesa (não só a nossa) aos desde sempre homossexuais, casavam-se para poderem viver o seu “segredo” pelo menos de uma maneira mais tranquila e certamente procuravam as profissões que melhor os aproximassem da sua felicidade. Viviam respeitosamente. Há uns dias soube do falecimento de uma dessas pessoas misteriosas, O Sr. S. tinha um salão de cabeleireiros que a minha avó frequentava, Sr. de uma simpatia invejável e o qual não poderei nunca esquecer do facto deste nunca ignorar-me… cumprimentava-me sempre apesar dos meus 4 ou 5 anos de idade… a mim e a todos, além disso permitia que a minha avó (doméstica) pudesse vender os seus bolos caseiros que só as avós sabem fazer no seu salão e com isso pudesse também ela contribuir monetariamente para o orçamento familiar. Dei por mim a reflectir sobre o que essas pessoas terão sofrido, o que tiveram que ouvir, e que de facto eram forçados a ocultar as suas orientações, quem as pode condenar?
Neste momento e no contexto actual, com as liberdades entretanto conquistadas, com a evolução das mentalidades, tenho ainda assim alguma dificuldade em saber se continua ou não a ser uma minoria corajosa a assumir e que a única diferença reside no facto de já não terem que casar no resto continuam na mesma opressão.

Páscoa, morte e ressurreição de Cristo para uns, 3 ou 4 dias sem trabalhar para outros, vendas um pouco mais animadas para... os outros.
Não estarei muito errado se disser ou escrever que mesmo para os não crentes na religião católica quer a Páscoa quer o Natal poderão ser encarados como sinónimos ou símbolos de paz.
Certo?
Num dos inúmeros ovos de chocolate que as minhas filhas receberam, todos com brinde dentro claro está (no meu tempo não havia brinde... e ora aqui está um case study para o marketing... a Kinder alterou o conceito de ovo... ovo que é ovo tem que ter brinde) sai esta maravilha de brinde...
"Papá o que é isto?"
"É um tanque de guerra filha."
"O que é um tanque de guerra?"
"É uma espécie de automóvel muito grande mas que destroi tudo o que lhe aparece à frente... uma máquina destruidora."
"Huhh.. não gosto... queres ficar com ele ou deito fora?"
"Deita fora."

2009/04/08

Férias

Será possível uma família composta por 2 adultos e 2 crianças estarem mais de uma semana de férias (9 dias) e gastarem menos de 47.00€?
É possível.
Com jeitinho gastaríamos ainda menos que isso... curiosamente estamos todos de perfeita saúdinha e felizes, claro que saberíamos onde gastar nesse mesmo período 100 vezes mais o que certamente faria com que as férias fossem mais divertidas mas é melhor assim.
É/foi melhor assim porque não gastámos o que temos e especialmente não gastámos o que ainda não temos, na prática ajudámos a agudizar a crise ao não consumir mas o que querem?
Esta tendência é para continuar por tempo indeterminado sem prejuízo de umas cervejinhas, tremoços e amendoins para familiares e amigos nos finais de tarde solarengos que se avizinham numa esplanada bem perto de vós... só há um probleminha... as 20h tenho uma consulta.

-Lázaro. - Qué que foi? - Levanta-te Lázaro. - Deixa-me estar. - Não sejas lazarento... Lázaro. - Oh hum... agora não posso... estou a ouvir música no mp3 que me deram no meu aniversário. - Levanta-te e vai mas é escrever qualquer coisa no blog.